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09.07.2010
Dentro das atividades das Oficinas Querô/SESC de Cinema 2010, o projeto apresenta o módulo "Encontros Cinematográficos" com programação específica ao público em geral, entusiastas do Cinema e do Audiovisual, além de realizadores que buscam um canal para debate e troca de conteúdos e experiências.
Os profissionais convidados abrangem diversos assuntos referentes a produção cinematográfica, carreira, área de atuação e sobre o panorama cinematográfico Brasileiro. Antes de cada encontro ocorrerá exibição de filmes de acordo com a temática do debate.
PROGRAMAÇÃO:
21/07 – Encontros Cinematográficos
16h – “Não por Acaso” – Direção de Philippe Barcinski
Documentário – 90 minutos – 12 anos
Um acidente de carro muda a vida de dois homens que gostam de levar a vida de forma programada. Com Rodrigo Santoro, Leonardo Medeiros e Letícia Sabatella.
18h – Encontro com Philippe Barcinski – Cineasta
Sobre o convidado:
Philippe Barcinski é formado pela Escola de Artes e Cinema da USP (ECA-USP). Começou a trabalhar como estagiário de direção em cinema aos 14 anos de idade no filme "Leila Diniz" de Luis Carlos Lacerda.
Na universidade, dirigiu seus primeiros curtas-metragens, "A Escada" e "A Grade", recebendo diversos prêmios, entre eles, o de melhor filme em Brasília e o prêmio especial do Juri em Gramado. Dirigiu mais três curtas, "O Postal Branco", "Palíndromo" e "A Janela Aberta". Juntos, os filmes ganharam mais de 40 prêmios em festivais como Chicago, São Francisco e México, tendo participado dos principais festivais de cinema do mundo como Cannes, Berlim, Clermont-Ferrand e Londres, além de terem sido vendidos para mais de 10 canais de televisão como o Canal Brasil, Chanel Plus, Channel Four e o Sundance Channel. Estreou na direção de longas com o filme “Não por acaso”.
SERVIÇO:
Teatro do SESC - Aberto ao público maior de 15 anos – sujeito a lotação da sala.
o SESC Santos fica na Rua Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida - Santos.
25.07.2010
Santos tem o porto mais importante da América Latina, um cenário que já inspirou muita gente. “Era nessa região que o diretor Carlos Cortes queria trabalhar, por conta de ter tudo a ver com o livro do Plínio”, explica a coordenadora do Projeto Oficinas Querô, Tammy Weiss.
Em 2005, o filme ‘Querô’, inspirado na obra de Plínio Marcos, foi gravado em Santos. No elenco, estavam os meninos da região portuária. “Nós fizemos 1.200 testes para procurar esses meninos que seriam os atores do filme, e, de 1.200, ficamos com 40”, diz Tammy. “Quando terminou a gravação do filme, ficou todo mundo super triste, porque tínhamos quase criado um relacionamento, éramos praticamente uma família, por conta daquele período todo em que passamos juntos”, afirma o sócio da Quero Filmes, Jeferson Paulino.
“Entramos em contato com a Unicef, que ajudou a gente a criar um projeto de continuidade onde esses meninos tivessem outras chances, outras oportunidades, não só como atores, mas como produtores, que tivessem a chance de realizar seus filmes e contar suas histórias”, conta a coordenadora. “Oficinas Querô é um projeto de capacitação audiovisual para jovens de comunidade de alto risco social da Baixada Santista”, resume Joaquim Teixeira, responsável pela comunicação das Oficinas.
“Hoje é uma aula prática em locação, é uma aula de direção de fotografia, operação de câmera, iluminação. A gente misturou um pouquinho, e os jovens estão aprendendo como operar câmera, mas também como montar uma iluminação numa determinada locação, num determinado espaço”, explica Thalita Sampaio, coordenadora das Oficinas Querô.
Nos encontros cinematográficos, profissionais são convidados a compartilhar o cinema com os estudantes, como o roteirista Thiago Dottori. “O que eu acho muito legal é que esse projeto dá oportunidade a pessoas que talvez não tivessem acesso de fazer de ter uma formação na área do audiovisual. A iniciativa consegue trazer essas pessoas, primeiro para dentro de uma escola, onde vão aprender as ferramentas básicas e até avançadas pra poder fazer um filme ou um programa de televisão, e depois a oficina continua, fazendo esse intercâmbio para que eles possam trabalhar no mercado também”, afirma.
Toninho é cinegrafista profissional. Na aula externa, divide o conhecimento com os alunos. “Trabalhar em equipe é muito bom. A gente conhece pessoas diferentes, sabe os valores de cada um e aprende a conviver, o que é muito difícil, todos os dias, um ano inteiro”, diz Jessica dos Santos, de 16 anos. Dar voz aos jovens é uma das propostas das oficinas.
Quem quiser acompanhar a matéria completa é só assistir abaixo:
Parte 1:
Parte 2:
24.08.2010
No último dia 4 de agosto, os jovens das Oficinas Querô da Vila Guacuri tinham um compromisso inadiável, a exibição especial de estréia dos filmes produzidos no Centro Cultural Diadema. A tarefa não era fácil, afinal de contas, em apenas uma noite os jovens deveriam apresentar em uma festa de encerramento os 4 curtas-metragens produzidos durante um ano inteiro de trabalho árduo e empenho, a cerca de 400 convidados, entre familiares, amigos e apoiadores.
A festa estava linda e, ainda na recepção, um dos grandes ilustres da noite, o Fusca Pois Zé, recebia os convidados de portas abertas. Aos poucos a sensação de ansiedade e frio na barriga dos jovens foi dando lugar à alegria e a emoção, combinando com mais as luzes e som que bombavam em uma pista de dança improvisada no hall de entrada do teatro e animavam o público antes da exibição.
A parte cerimonial do evento foi conduzida de forma impecável pelos jovens Leonardo Garces e Júlia Oliveira que, acompanhados de perto por toda a turma, deram um show á parte de responsabilidade e profissionalismo. O ponto alto da noite ficou por conta da exibição dos filmes Pois Zé, A união faz a torta, Zumbidos e Correndo Risco e o documentário de depoimento dos jovens que fizeram o público sorrir, pensar e se emocionar. Parabéns!
Nosso muito obrigado à todos os jovens e suas respectivas famílias, toda equipe das Oficinas Querô da Vila Guacuri e aos nossos patrocinadores e parceiros por todo o carinho e dedicação durante o ano. Você são parte da nossa grande família Querô. Muito obrigado!
13.02.2008
Ontem, dia 13 de fevereiro, rolou a exibição dos curtas-metragens realizados pelos jovens das Oficinas Querô durante o ano de 2007.
Foi uma festa fantástica onde realizadores, familiares, amigos, apoiadores, imprensa e simpatizantes do projeto lotaram as dependências do Cine Roxy para prestigiar o encerramento oficial da turma de 2007 das Oficinas Querô.
O evento foi um sucesso, onde os filmes apresentados impressionaram o público presente pela estética e conteúdo. Depois da exibição, rolou um coquetel para debate dos filmes apresentados.
É o fim de um ciclo, mas com certeza, no ano que vem tem muito mais!
Gostaríamos de desejar muita sorte a todos os participantes do projeto Oficinas Querô 2007, na certeza de que a entrada de cada um no audiovisual não tenha sido em vão. Um abraço à todos!
EQUIPE OFICINAS QUERÔ
08.08.2007
Eu Fiz Querô, documentário dirigido por Carlos Cortez, Eduardo Bezerra e Samuel de Castro, estréia nessa sexta-feira, na sessão A Tribuna Documenta, do Espaço Unibanco Miramar, em Santos, com sessão diária, às 18 horas.
O documentário revela todo o processo de preparação de atores do filme “Querô”, desde a busca pelos garotos até a premiação de melhor ator para Maxwell Nascimento, no Festival de Brasília.
O longa “Querô”, que será lançado em setembro em todo o país, teve sua estréia no 39º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Trata-se de um filme baseado no romance Querô – uma reportagem maldita, escrito na década de 70 pelo dramaturgo Plínio Marcos, e narra a história de um garoto órfão de mãe que vive no submundo da zona portuária de Santos.
A trajetória percorrida e a transformação pela qual passaram esses quarenta meninos, vindos de comunidades de baixa renda da Baixada Santista, é o foco do documentário Eu Fiz Querô.
Sob a coordenação de Luiz Mario Vicente, um grupo de profissionais trabalhou para a concretização da oficina, que contava com aulas de interpretação, expressão corporal, capoeira, entre outras atividades.
Era na sala de aula que o filme ia chegando à sua forma. A história do menino Querô existia, mas nas improvisações dos garotos ela ia ganhando verdade. O real era incorporado à ficção. A experiência de vida e o depoimento pessoal de cada um eram canalizados para compor a realidade de Querô. Pouco a pouco os garotos iam mergulhando no universo de Plínio Marcos.
EU FIZ QUERÔ
Onde: Santos
Sala: Espaço Unibanco - Shopping Miramar
Horario: 18h
Ingresso: R$ 4,00
Em cartaz: 10 a 16 de Agosto
19.06.2007
Foi exibido na noite de segunda feira, pela primeira vez, o documentário “Eu Fiz Querô”, filme que revela todo o processo de preparação de atores para o longa-metragem de Carlos Cortez, desde a busca pelos garotos até a premiação de melhor ator de Maxwell Nascimento, no Festival de Brasília.
A trajetória percorrida e a transformação pela qual passaram esses quarenta meninos, vindos de comunidades de baixa renda da Baixada Santista, é o foco desse documentário.
No longa-metragem Querô, sob a coordenação de Luiz Mario Vicente, um grupo de profissionais trabalhou para a concretização da oficina, que contava com aulas de interpretação, expressão corporal, capoeira, entre outras atividades. Tudo isso foi registrado em 150 horas de gravações, que deram origem a este documentário.
Para revisitar esse material foram convidados, primeiramente, dois garotos do elenco que, junto com Carlos Cortez, assinam a direção do documentário. Em um segundo momento, junta-se à equipe o próprio Maxwell, que viveu Querô nas telas, para contribuir com sua experiência e visão do processo.
O evento, organizado por Gilberto Dimenstein fez parte do programa Folha Documenta. Cerca de 350 pessoas lotaram o Cine Bombril para a estréia do documentário. Muitos se emocionaram com a trajetória dos 40 garotos que guiados por Luiz Mario Vicente e pelo diretor Carlos Cortez aprenderam que juntos poderiam construir uma pirâmide, seja essa pirâmide um filme, um exercício de interpretação, um trabalho de disciplina ou uma busca pessoal.
Foi um momento ainda mais emocionante para Samuel de Castro e Eduardo Bezerra que após sete meses montando o filme finalmente puderam compartilhar todas essas lembranças capturadas em fita com os seus colegas de elenco.
“Depois de dois anos, rever esse material, coisa que na época era guardado a sete chaves, foi muito louco. Os primeiros dias vendo as fitas foram de lembranças e choradeira dentro da ilha de edição. A gente ria chorava e montava ao mesmo tempo. E hoje poder mostrar esse filme pra todas as pessoas que acreditaram na gente é muito chocante, e mais chocante ainda é saber que o doc pode e vai se tornar uma arma muito forte pra mostrar que os ‘moleques invisíveis’, são capazes de fazer coisas tão importantes e maravilhosas como o Querô. Tenho certeza que todos os garotos tem orgulho e batem no peito pra dizer EU FIZ QUERÔ”, coloca Samuel num depoimento emocionado ao final do evento.
Eduardo Bezerra concorda com o colega de direção e completa: “Acho que o grande desafio foi saber dividir o lado pessoal e o lado profissional porque fazendo parte de um processo tão rico você quer contar tudo, mas ao mesmo tempo não dá porque você tem que contar em apenas uma hora. Acho que esse foi um dos maiores desafios na edição: passar a grandeza dessa experiência de seis meses em um média-metragem, fazer com que o público entenda o quanto esse processo foi importante para nós, em apenas uma hora sentados em uma sala de cinema”.
A noite seguiu com um debate, comandado por Dimenstein, com elenco e equipe do filme Querô e com o Junior do Afro Reggae.
Luiz Mario Vicente, preparador de elenco, a respeito do processo com os meninos esclareceu um pouco mais sobre a linha de trabalho pela qual optou “A gente tem um tesouro porque muito mais que uma cena forte, uma cena de choro a gente tem o sorriso que a gente conseguiu extrair da riqueza deles. A gente só pode falar de violência se polarizarmos a paz e foi isso que nós procuramos fazer no trabalho com esses garotos”.
Assim foi a noite do dia 18 de Junho, uma celebração audiovisual de todos aqueles que de alguma forma fizerem Querô.
06.08.2007
Será nesta quinta-feira, dia 9 de agosto às 19 horas, a apresentação do documentário EU FIZ QUERÔ, no auditório do Sesc-Santos. O documentário registra todo o processo de preparação do elenco do longa-metragem Querô, desde a busca pelos garotos até o último dia de filmagem, contando com detalhes todas as fases de produção de um filme. Dirigido e montado pelos próprios jovens do "Querô" Samuel de Castro, Eduardo Bezerra e Maxwell Nascimento, e com colaboração de Carlos Cortez, o filme conta com olhar sensível e apaixonante todo o processo por eles vivenciado.
Na oportunidade estarão presentes para um bate-papo com o público o diretor do longa-metragem Querô, Carlos Cortez, juntamente com os jovens Samuel de Castro, Eduardo Bezerra e Maxwell Nascimento.
CineBrazuca Especial Documentário: Eu fiz QUERÔ – 52 minutos
Dia 09 de agosto, às 19 horas no Auditório do Sesc-Santos (Av. Conselheiro Ribas, 136 )
06.07.2007
O documentário EU FIZ QUERÔ, exibido no dia 18/06, no Cine Bombril, em São Paulo é o tema do programa CINEJORNAL, do CANAL BRASIL deste sábado.
A equipe de reportagem deste canal dedicado ao cinema brasileiro esteve presente no evento e exibirá uma reportagem, com entrevistas exclusivas com Samuel de Castro e Eduardo Bezerra (diretores do documentário), com o diretor Carlos Cortez, com o preparador de atores Luiz Mario, com o ator Maxwell Nascimento e com o jornalista Gilberto Dimenstein.
O documentário EU FIZ QUERÔ revela todo o processo de preparação de atores para o longa-metragem QUERÔ, de Carlos Cortez, desde a busca pelos atores até a premiação de melhor ator de Maxwell Nascimento, no Festival de Brasília.
Não percam!
CINEJORNAL - CANAL BRASIL
Sábado - 07/07 - 19h30
Reprises:
Domingo - 08/07 - 15h30
Segunda - 09/07 - 11h30